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O que já pode ser feito no Pix e o que vem por aí

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O Pix já pode ser usado para fazer transferências e pagamentos 24 horas por dia e sete dias por semana. Também pode ser usado para pagamento de algumas taxas recolhidas pela União.

Nos próximos meses, contas de luz, taxas de passaporte e até multas poderão ser pagos com o Pix. Veja baixo o que já pode ser feito e o que está sendo preparado.

O que já pode ser feito

Pagamentos e transferências
Os pagamentos e transferências instantâneos já estão disponíveis pelo Pix. Eles podem ser feitos a qualquer hora do dia e em qualquer dia da semana sem custo para pessoas física.

Agendar pagamentos
A opção de agendar pagamentos também já está disponível em algumas instituições que ofertam o Pix. Funciona da mesma maneira que uma transferência ou pagamento agendado atualmente.

No aplicativo do banco, o cliente vai escolher quanto deve transferir, para quem e em qual dia. Como o Pix ainda não funciona na função crédito, o pagamento só será realizado se o cliente tiver saldo suficiente na conta no momento da transferência

Reembolso
Em caso do envio de recursos para uma conta errada, os usuários já podem usar a função reembolso. Quem recebeu o dinheiro poderá verificar que houve uma transferência indevida e utilizar essa função para devolver o dinheiro instantaneamente.

Assim como em outros meios de pagamentos ou transferências, a iniciativa de devolver um montante recebido indevidamente deve ser do recebedor e não de quem enviou.

Pagamento para a União
Também já é possível fazer pagamentos para a União por meio do Pix. O Banco Central fechou um acordo com o Tesouro Nacional que prevê o uso do PagTesouro para as operações.

Em um primeiro momento, somente o IBGE e a Secretaria de Pesca e Aquicultura podem receber esses pagamentos. No futuro, será possível pagar taxas de passaporte, multas eleitorais, de trânsito e até inscrições em concursos.

O que vem por aí

Saques em lojas
A partir do primeiro semestre de 2021, será possível realizar saques diretamente em estabelecimentos comerciais, sem a necessidade de uma agência ou caixa eletrônico.

Na prática, vai funcionar da seguinte maneira: um cliente faz uma compra em um mercadinho que totalizou R$ 100. Ele precisa sacar R$ 50 em espécie. Para isso, ele paga com o Pix um valor de R$ 150, e mercadinho devolve, como um “troco”, os R$ 50 que ele estava

A expectativa do Banco Central é que essa funcionalidade auxilie os dois lados da transação: o consumidor, que não precisará mais de um caixa eletrônico para sacar dinheiro em espécie, e o comerciante, que vai diminuir os gastos com o manejo do dinheiro.

Recolhimento do FGTS
O Banco Central fez um acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho para permitir que o recolhimento do FGTS e de contribuições sociais seja feito pelo Pix. A funcionalidade estará disponível janeiro de 2021 com o lançamento do FGTS digital.

Pagamento da conta de luz
Técnicos do Banco Central e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão trabalhando para disponibilizar o pagamento da conta de luz por Pix nos próximos meses. O acordo foi anunciado em agosto e pode diminuir a tarifa porque os custos operacionais serão reduzidos.

Pagamento por aproximação
Ainda não há detalhes de como um pagamento de aproximação seria feito, mas envolve a tecnologia do NFC (Near Field Communication), já usada em alguns cartões de crédito, que conecta dois dispositivos próximos. A funcionalidade deve ser implementada em 2021.

Pix garantido
Atualmente, o Pix funcionará só com recursos que estão na conta do pagador, como um débito. Em 2021, o Banco Central pretende implementar o Pix garantido funcionará como um parcelamento no cartão de crédito

Débito automático
O débito automático está em estudo pelo Banco Central e deve ser lançado em 2022.

Compra de imóveis e carros
O Banco Central também está desenvolvendo uma ferramenta para facilitar a compra de ativos, como imóveis e carros. A ideia é acelerar o processo, integrando o sistema da transferência da posse com a ordem do pagamento.

Transferências internacionais
Em conversas preliminares, o Banco Central já entrou em contato com outros países para disponibilizar essa função. No entanto, o processo ainda está muito no começo e pode demorar para ser concretizado.

Fonte: O Globo
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